
Quisera ele ter se apaixonado, ter vivido a real sensação de vida, de amor...
Um ser oco, sem textura sem uma verdadeira intenção ou motivo.
Vagante por uma estrada sem sentido, se iludindo com falsetas, sem o menor senso de direção.
Um mentiroso, egoísta, orgulhoso, e desprezível.
Acho que isso o define, define a realidade dele.
Ele queria tudo, se imaginava no gloria de seus sonhos.
Sim, ele era um sonhador...
Na realidade ele vivia de sonhos, isso o confortava nas horas de solidão.
Seu nome ecoava na sombra da manhã, e no frio das tardes quentes.
Indiferente a todos e a tudo, ele aos poucos se tornava mais e mais oque não queria ser.
E o pior, ele continuava a percorrer esta rota, sem se preocupar em mudar, ou no mínimo de fazer algum esforço
real de mudança.
Presente a alguns, ele implorava por pena, mais ainda assim sem desejar ser olhado como um coitado.
Acho que era falta de atenção, talvez ele tivesse tido muito isso em tempos remotos, e esta perda o fez sentir infeliz.
Com o tempo, passava a acreditar em palavras que não existia, via frases que não faziam sentido algum, e se deliciava com o escuro da sua mente.
Sempre achava que estava certo, mais sabia que era um idiota.
Não via problema em agir como tal.
Era só mais uma mascara que tinha que assumir, pra sobreviver.
Mais ainda não sabia o porquê do desejo de sobreviver.
Era contraditória a possível razão que ele seguia.
Havia uma ultima resposta que ele tinha medo de falar, agir, tentar...
Era fácil demais pra ele prosseguir, na sua visão era uma armadilha, que ele cairá um dia e que achava que iria cair novamente.
O sentimento de dependência... De tentar buscar a felicidade com as mãos dos outros.
Isso era um absurdo pra ele.
Ele nunca iria tentar aquilo... NUNCA!


gostei.